Este blogue explora o beijo nas relações cristãs e por que razão será melhor evitá-lo por completo.
TL;DR: O resumo
Eu vou assumir a posição de que depende da pessoa. É aqui que a auto-consciência se torna incrivelmente importante.
Se sabes que tens um passado sexual e estás a tentar fazer as coisas à maneira de Deus agora - ou se sabes que o toque físico e o afeto despertam facilmente o desejo em ti - pode ser sensato absteres-te de beijar, pelo menos no início. E isso é algo que deves comunicar claramente à pessoa com quem estás a namorar. Diz-lhe que queres honrar a Deus e honrá-la.
Por outro lado, talvez o beijo nunca tenha sido um problema para ti. Nunca te provocou. Nunca te levou mais longe do que pretendias.
Nesse caso, a comunicação continua a ser importante. Podes aceitar os beijos sem deixar de estabelecer limites. Um simples beijo na bochecha ou nos lábios pode ser bom, mas beijar e tudo o que for para além disso está fora de questão. Mais uma vez, trata-se de te conheceres a ti próprio.
Se te enquadras na primeira categoria, aqui estão cinco razões pelas quais pode ser uma boa ideia não beijar durante o namoro.
- O impulso emocional aumenta rapidamente
- As feridas do passado ressurgem rapidamente
- Os sinais físicos esbatem as fronteiras
- A condenação torna-se mais silenciosa com o tempo
- A clareza vem do abrandamento
Mais uma vez, tens de te conhecer a ti próprio e às tuas tendências. É possível que precises de limites mais rígidos no início, mas à medida que a vossa relação progride, esses limites podem mudar. O meu marido e eu experimentámos isto em primeira mão. No início, ele não queria beijar-me porque conhecia o seu passado e queria proteger-me. Com o tempo, quando ele viu que eu respeitava os seus limites e que nenhum de nós estava a tentar o outro, revimos a regra e decidimos juntos que não havia problema em beijar.
Introdução
“Beijar ou não beijar antes do teu casamento?” Este tema pode ter dois sentidos no círculo cristão. Há quem diga que beijar em relações cristãs é um "não" difícil, e isso deve-se normalmente à cultura da pureza. Outros dirão que não há problema porque precisas de saber se tens química romântica com a pessoa com quem estás a sair.
Pessoalmente, não acho que seja necessário estabelecer uma regra rígida em relação a isto. Se não tivermos cuidado, as regras rígidas podem transformar-se em legalismo, e o legalismo leva muitas vezes à vergonha. Cultura de pureza, Na minha opinião, a lei tinha boas intenções, mas foi longe demais. Demasiados cristãos sentiram-se presos a uma longa lista de “não fazer”. Alguns ficaram tão desanimados e frustrados que se rebelaram completamente, fazendo o que queriam porque se sentiam sufocados em vez de apoiados.
Jesus não veio para nos manter presos. Veio para nos libertar. “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Ele fez o trabalho pesado por nós, para que não tenhamos de viver sobrecarregados pelo medo ou pela pressão. Ao mesmo tempo, a liberdade não é sinónimo de descuido.
Conselhos bíblicos sobre beijos em relacionamentos cristãos
Sejamos honestos - não existe um capítulo sobre encontros na Bíblia. Não há instruções passo-a-passo para o namoro moderno e não há orientações diretas que digam se podes ou não beijar antes do casamento. Mas as Escrituras dão-nos sabedoria. Sabemos que somos chamados a fugir da imoralidade sexual. Sabemos que não nos devemos colocar em situações tentadoras. E sabemos que Deus se preocupa profundamente com a condição dos nossos corações, não apenas com o nosso comportamento exterior.
Sendo assim, existe uma zona cinzenta? Para algumas pessoas, beijar é inofensivo. Não desperta nada mais profundo. Não as leva mais longe fisicamente. Para outras, o beijo é a porta de entrada que leva diretamente a cruzar linhas que nunca tencionaram cruzar. Então, deves beijar ou não quando namoras?
Auto-exame
Antes de continuarmos, é aqui que a honestidade tem de entrar. Namorar de uma forma que honre a Deus requer mais do que boas intenções. Requer um auto-exame. Tens de estar disposto a fazer a ti próprio perguntas difíceis sem te apressares a justificar as tuas respostas. Não o que parece espiritual. Não o que os outros cristãos estão a fazer. Mas o que é realmente verdadeiro para ti.
Algumas pessoas querem uma regra universal porque isso elimina a responsabilidade. Se a regra diz “sim”, não há necessidade de verificar o teu coração. Se a regra diz “não”, não precisas de procurar sabedoria. Mas Deus não costuma agir assim. Convida-nos para um relacionamento, não para atalhos.
É aqui que a oração é importante. Não uma oração rápida para pedir permissão, mas conversas honestas com Deus sobre os teus desejos, os teus estímulos e os teus medos. Queres beijar porque reforça a ligação ou porque te faz sentir seguro? Estás a evitar os limites porque confias em Deus - ou porque tens medo de perder a pessoa?
Tem as tuas próprias convicções
O discernimento não vem de copiar as convicções de outra pessoa. Vem de estar disposto a sentar-se com Deus o tempo suficiente para O ouvir claramente. E, por vezes, a Sua orientação vai parecer restritiva - não porque Ele seja controlador, mas porque é protetor. Namora com intenção significa escolheres a sabedoria mesmo quando mais ninguém está a ver. Significa estar disposto a ir mais devagar do que as tuas emoções querem ir. Esse tipo de maturidade não enfraquece uma relação - fortalece-a.
Mesmo que acabes por “perder a pessoa”, será que ela é realmente alguém com quem gostarias de estar? Muitos cristãos solteiros contentam-se com menos simplesmente para não ficarem sozinhos. Se a pessoa com quem estás a sair diz: “Não é preciso tudo isso”, ou “Estás a pedir demasiado”, aí tens a tua resposta. Não precisas de rezar e jejuar a perguntar a Deus o que fazer. Eles já te mostraram quem são, e é hora de cortar os laços. Porque é que o fazes? Porque se ficares, são eles que te vão influenciar - e não o contrário.
No entanto, se a pessoa não só respeitar os teus limites, mas também tiver os seus próprios limites, pode haver potencial. Isso não significa automaticamente que seja “a pessoa certa”, pois ainda tens de avaliar outros factores para garantir que existe um verdadeiro alinhamento. O que importa é que a pessoa certa vai querer honrar a Deus ao teu lado.
Como podes ver, não beijar nas relações cristãs não tem de ser uma regra que dure para sempre. E mesmo que decidas esperar até ao dia do teu casamento, tens o resto da tua vida para te beijares. Esperar não é perder - é ter paciência. Por isso, vamos falar-te do porquê de esperar pode é uma boa ideia, sem cair no legalismo.

1. Cria rapidamente um impulso emocional
O primeiro beijo raramente é apenas um beijo - especialmente quando o teu coração já está envolvido. O beijo nas relações cristãs tem uma forma de acelerar a intimidade emocional antes de teres construído um alinhamento espiritual ou uma compatibilidade prática. Os sentimentos aprofundam-se rapidamente, por vezes mais depressa do que a tua sabedoria consegue acompanhar.
Quando o afeto físico entra cedo na relação, pode fazer com que te ligues emocionalmente antes de teres tido a oportunidade de avaliar verdadeiramente a relação. A química pode começar a parecer uma confirmação. A atração pode começar a parecer uma direção. E sem te aperceberes, o teu discernimento é empurrado para o banco de trás.
Deus não está a tentar ‘estragar a diversão’
Deus não está a tentar esconder-te a intimidade. Ele está a proteger a tua clareza. Quando o afeto físico é interrompido, a tua ligação emocional e espiritual tem espaço para crescer a um ritmo mais saudável. Não estás a negar a ti próprio algo de bom - estás a dar espaço para que a verdade venha à tona.
Posso atestar pessoalmente que beijar demasiado cedo pode toldar o teu discernimento. Quando estás concentrado na forma como alguém te faz sentir, torna-se mais fácil ignorar os sinais de alerta. Muitas vezes, é assim que as pessoas permanecem numa relação durante anos - dois, três, até quatro - para depois se aperceberem de que não têm um futuro juntos. O sexo e a sensualidade têm uma maneira de cegar as pessoas o suficiente para atrasar a verdade. As Escrituras chamam-nos a ser sóbrios, e isso inclui a nossa vida amorosa. A sobriedade emocional permite-nos honrar a Deus com pensamentos claros e escolhas intencionais.
2. As feridas do passado ressurgem rapidamente
Se cometeste erros sexuais no passado, o beijo nas relações cristãs pode despertar coisas que te esforçaste muito por apagar. Não se trata de falta de disciplina - trata-se de compreender a tua própria história. Por vezes, um ato aparentemente pequeno pode reabrir portas que pensavas estarem fechadas ou despertar emoções ligadas a vergonhas antigas.
Isso não quer dizer que estejas estragado. Significa que tens consciência de ti mesmo. Esperar não é um castigo. É a tua administração. É tu dizeres: “Deus curou-me e eu quero proteger o que Ele restaurou”. Não tens medo de cair - simplesmente recusas-te a cair nos mesmos padrões outra vez.
Sexo dentro do casamento
Deus deseja que desfrutes da intimidade dentro do casamento sem vergonha. Ele quer que a tua vida sexual com o teu cônjuge seja livre, alegre e honrosa para Ele. Chegar ao altar com a consciência limpa é poderoso. Eu experimentei isso no dia do meu casamento. Quando percebi que Deus queria glória até na minha vida sexual, a minha perspetiva mudou completamente.
Sim, o meu marido e eu beijámo-nos antes do casamento, mas foi só isso. Nunca abrimos espaço para a tentação. Nunca ficámos sozinhos em espaços privados. Se ficávamos “sozinhos”, era sempre num ambiente semi-público. A primeira vez que estive verdadeiramente sozinha com o meu marido foi depois de sairmos do local do casamento. Essas escolhas eram importantes. Não porque Deus estivesse a observar com uma lista de verificação, mas porque estávamos a proteger algo sagrado.
3. Os sinais físicos esbatem as fronteiras
Quando o beijo se torna parte da tua rotina regular de encontros, os limites podem tornar-se pouco claros muito rapidamente. O que começa por ser “apenas um beijo” leva muitas vezes o teu corpo a querer mais. E a paixão não espera educadamente que os teus objectivos espirituais se aproximem. O desejo físico é poderoso. Não é mau - mas é forte. Sem limites intencionais, pode facilmente assumir a liderança no relacionamento.
Manter Deus no centro significa criar limites que apoiem as tuas convicções em vez de as testar constantemente. Não se trata de provar que és forte. Trata-se de construir uma relação que não dependa de uma escalada física para te sentires próximo ou ligado.
É por isso que o meu marido e eu nunca curtimos. Não nos beijámos à francesa. Não queríamos despertar coisas que ainda não precisavam de ser agitadas. Mais uma vez, isto não era para sempre - era temporário. Depois do casamento, o leito conjugal não tem mácula. Há liberdade e segurança dentro dessa aliança.
4. A convicção torna-se mais silenciosa com o tempo
Um dos perigos mais subtis nos encontros não é a rebelião, mas o compromisso gradual. Quando passas repetidamente uma linha - mesmo uma que pareça pequena - a tua sensibilidade pode diminuir com o tempo. O que antes te fazia parar pode começar a parecer normal.
A convicção nem sempre desaparece em voz alta. Por vezes, desaparece silenciosamente. Não se trata de viver com medo ou culpa. Trata-se de proteger um coração mole. Quando a tua paz começa a mudar, isso é importante. Manter-se sensível a Deus requer escolhas intencionais que protejam a tua consciência espiritual.
Viver de uma forma que te proteja de ti próprio é sabedoria. Também transmite respeito à pessoa com quem estás a sair. Os limites não são exagerados - são a prova de que valorizas a obediência, a honra e a integridade a longo prazo.
5. A clareza vem do abrandamento
Quando o afeto físico é retirado ou adiado, a clareza aumenta. Começas a ver a relação como ela realmente é. Consegues comunicar bem? Rezas em conjunto? Consegues lidar com os desacordos sem depender do afeto para suavizar as coisas? Esperar pelo beijo nas relações cristãs não te torna rígido. Torna-te intencional.
Já não estás a medir a relação pelo que sentes num momento, mas pelo que ela pode sustentar a longo prazo. Deus respeita o ritmo. Abrandar o ritmo dá-te espaço para determinares se o que estás a sentir é amor - ou simplesmente desejo envolto em química.
A minha experiência de casamento
Não estou casada há muito tempo, mas sei uma coisa: a vida vai acontecer. Chegarão épocas difíceis. O casamento requer unidade e base espiritual. A química, por si só, não te manterá unido quando surgirem desafios. Uma base enraizada em Cristo é o que permite que um casamento resista à oposição. O romance é importante - mas não sustenta um casamento por si só.
Deus nunca nos chamou a extremos ou ao legalismo. Não se trata de seguir um livro de regras rígido. Trata-se de sabedoria. Alguns casais sentirão paz ao beijarem-se antes do casamento. Outros reconhecerão que isso rapidamente atrapalha a sua caminhada.
Pergunta ao Espírito Santo sobre o beijo nas relações cristãs. Tem conversas honestas com a pessoa com quem estás a namorar. Convida Deus para todas as conversas - não apenas as espirituais. Não és “demasiado santo” para ter limites. Simplesmente estás a falar a sério sobre honrar a Deus e proteger o que estás a construir.
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