Quando se trata de encontros e relações, muitos cristãos fazem hoje perguntas difíceis sobre o que é aceitável e o que está de acordo com a sua fé. Uma questão que surge frequentemente é: "Os cristãos podem ter relações abertas?" Com as mudanças culturais e a ascensão de modelos de relacionamento não tradicionais, é importante abordar este tópico com a verdade bíblica e a sabedoria prática.
Compreender as relações abertas
Antes de nos debruçarmos sobre a questão de saber se as relações abertas estão de acordo com os valores cristãos, vamos esclarecer o que são. Uma relação aberta é tipicamente definida como uma relação romântica em que ambos os parceiros concordam que podem ter outras relações românticas ou sexuais fora do seu compromisso principal. Embora esse conceito possa ser atraente para alguns na cultura secular, é essencial examinar se ele se alinha com os princípios bíblicos.
O que é que a Bíblia diz sobre as relações?
A Bíblia defende consistentemente o valor do compromisso, da fidelidade e da pureza nas relações. Em passagens como Génesis 2:24No livro de João Paulo II, vemos que o desígnio de Deus para os relacionamentos é que um homem e uma mulher se tornem "uma só carne", enfatizando a unidade e a exclusividade. Hebreus 13:4 reforça esta ideia ao afirmar: "Que o casamento seja honrado entre todos, e que o leito conjugal seja imaculado". Estes versículos realçam a intenção de Deus de que as relações sejam construídas com base na fidelidade e na devoção mútua.
Embora a Bíblia não mencione diretamente o conceito de relações abertas, salienta a importância da fidelidade, do altruísmo e de colocar as necessidades dos outros à frente das nossas. Uma relação aberta, pela sua própria natureza, introduz múltiplas ligações emocionais e físicas que podem muitas vezes entrar em conflito com estes valores.

Princípios bíblicos a considerar
Se estás a considerar uma relação aberta ou se tens curiosidade em relação a ela, eis alguns princípios bíblicos fundamentais para refletir:
- O compromisso é importante: O desígnio de Deus para as relações envolve um profundo compromisso e unidade (Génesis 2:24).
- A fidelidade não é negociável: Deus chama-nos a ser fiéis em todas as áreas da nossa vida, incluindo os nossos relacionamentos (1 Coríntios 7:2).
- A pureza é uma prioridade: A Bíblia encoraja-nos a procurar a pureza tanto nos pensamentos como nas acções (1 Tessalonicenses 4:3-5).
- O amor é altruísta: O verdadeiro amor procura o bem da outra pessoa e não age de forma egoísta (1 Coríntios 13,4-7).
- Evita a tentação: As relações abertas podem expor as pessoas a tentações que podem comprometer a sua fé (Tiago 1:14-15).
- Honra a Deus com o teu corpo: Os nossos corpos são templos do Espírito Santo, e somos chamados a honrar a Deus com eles (1 Coríntios 6:19-20).
- Consequências emocionais: Os relacionamentos têm um impacto profundo no nosso coração e um relacionamento aberto pode gerar confusão e dor emocional (Provérbios 4:23).
- A responsabilidade é importante: Somos chamados a viver de uma forma irrepreensível e a prestar contas aos outros crentes (Provérbios 27:17).
- O desígnio de Deus para o casamento: O casamento deve refletir o amor de Cristo pela Igreja, que é exclusivo e sacrificial (Efésios 5,25-33).
- Paz e clareza: Deus não é um Deus de confusão, mas de paz (1 Coríntios 14:33).
Mais princípios
- Influência cultural: Somos chamados a não nos conformarmos com os padrões deste mundo, mas a sermos transformados pela Palavra de Deus (Romanos 12:2).
- Procura a sabedoria: A Bíblia encoraja-nos a procurar sabedoria em todas as áreas da nossa vida, incluindo as relações (Tiago 1:5).
- A integridade é importante: As nossas relações devem refletir integridade e verdade (Provérbios 11:3).
- Respeito mútuo: Uma relação saudável exige respeito mútuo e cuidado com o bem-estar do outro (Efésios 4:2-3).
- Evita a comparação: As relações abertas conduzem muitas vezes à comparação, que pode ser prejudicial (Gálatas 6,4-5).
- Protege-te contra a idolatria: As relações nunca devem tomar o lugar da nossa relação com Deus (Êxodo 20:3-4).
- O impacto sobre as testemunhas: As nossas relações são um testemunho para os outros e devem refletir Cristo (Mateus 5:16).
- Visão a longo prazo: Deus chama-nos a considerar o impacto futuro das nossas escolhas, não apenas o presente (Provérbios 19:20).
- Disponibilidade emocional: A verdadeira intimidade requer uma disponibilidade emocional total, que as relações abertas podem desafiar (Colossenses 3:12-14).
- O melhor de Deus para ti: Em última análise, Deus deseja o melhor para nós, e os Seus caminhos conduzem à verdadeira realização (Jeremias 29:11).
Considerações práticas para os solteiros cristãos
Se és um cristão solteiro a navegar no mundo dos encontros, é importante procurar relações que estejam de acordo com os teus valores e que te aproximem de Deus. Em vez de comprometer os princípios fundamentais, considera construir relações significativas, Relações que honram a Deus que promovam o crescimento, a confiança e a fé partilhada.
Um passo prático que podes dar é utilizar plataformas de encontros baseadas na fé, como a SALT, que liga os solteiros cristãos que levam a sério a sua fé e os seus valores. Encontrar um parceiro que partilhe as tuas crenças pode ajudar-te a construir uma relação baseada na verdade bíblica e no respeito mútuo.
Conclusão: Uma relação aberta é correta para os cristãos?
Embora a ideia de uma relação aberta possa parecer apelativa na cultura atual, é importante lembrar que o desígnio de Deus para as relações enfatiza o compromisso, a fidelidade e a pureza. Como cristãos, somos chamados a procura relações que reflictam o Seu amor e traz-Lhe honra.
Se estiveres a debater-te com questões de relacionamento, dedica algum tempo a rezar, a procurar conselhos sábios e a apoiar-te na Palavra de Deus. Lembra-te, a verdadeira realização vem de viveres em sintonia com o plano de Deus para a tua vida.





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