Resumo: O que as mulheres cristãs querem, acima de tudo, é clareza, honestidade e coerência — não perfeição. A seguir, partilhamos algumas das coisas mais comuns que as mulheres cristãs dizem que gostariam que os homens compreendessem sobre namoro, desde a comunicação até aos limites e ao que significa, na prática, “cortejar bem”. Nada disto é um manual de regras. É um ponto de partida para conversas melhores.

Então, o que é que as mulheres cristãs querem quando se trata de namoro? O namoro cristão traz consigo um emaranhado particular de expectativas — algumas da Bíblia, outras da cultura da igreja e outras ainda simplesmente por terem crescido a ver outras pessoas a fazer as coisas mal. Muitas mulheres cristãs dizem sempre as mesmas coisas quando falam honestamente sobre o que querem dos encontros: não são propriamente queixas, mas sim coisas que gostariam de poder dizer em voz alta sem que parecesse estranho ou indelicado.

Isto não tem nada a ver com pressionar os rapazes cristãos desempenhar um papel. É simplesmente uma janela para o que muitas vezes se passa por baixo da superfície — porque as boas relações começam com a compreensão, não com suposições.

1. A clareza é uma forma de gentileza — mesmo quando é incómoda

Muitas mulheres cristãs dizem que a parte mais difícil de namorar não é a rejeição — é a ambiguidade. Aquela “fase de conversar” que nunca chega a dar em nada, os sinais contraditórios, a esperança de que, um dia, alguém acabe por dizer o que realmente quer dizer.

Dizer “Estou interessado” ou “Acho que isto não é o ideal para mim” não é indelicado. Na verdade, é precisamente o contrário. Deixar alguém na incerteza durante semanas costuma ser mais difícil para essa pessoa do que um «não» claro e gentil.

2. Ser cortejado não significa ser passivo

Há uma ideia comum em alguns círculos de encontros cristãos de que as mulheres devem simplesmente esperar que as conquistem. Na prática, muitas mulheres dizem que preferem participar ativamente no processo de conhecer alguém do que ficar à espera e a torcer. O interesse, a honestidade e a iniciativa não são bem-vindos apenas de um dos lados — o esforço mútuo tende a construir relações mais saudáveis desde o início.

3. A fé que se vive é mais importante do que a fé de que se fala

Citar um versículo no perfil é fácil. O que as mulheres costumam dizer que realmente procuram é ver como a fé se manifesta nos pequenos momentos, aqueles que não têm brilho nenhum — como alguém trata um empregado de mesa, lida com desacordos ou fala sobre a família. A coerência entre o que alguém diz que acredita e a forma como vive na realidade costuma dizer mais do que qualquer linguagem espiritual.

4. Os limites são uma forma de respeito, não uma falta de confiança

Pode parecer estranho abordar o tema dos limites físicos e emocionais logo no início. Mas muitas mulheres dizem que se sentem mais respeitadas, e não menos, quando um rapaz está disposto a falar diretamente sobre limites, em vez de deixar o assunto por dizer e esperar que as coisas se resolvam por si mesmas. Isso mostra que ele a vê como uma pessoa completa, e não apenas como alguém com quem vai descobrindo as coisas à medida que a relação avança.

5. A confiança e a vulnerabilidade não são opostas

Alguns homens acham que têm de ter tudo sob controlo antes de estarem “prontos” para namorar. Muitas mulheres dizem que se sentem muito mais atraídas pela honestidade em relação às incertezas — sobre a fé, sobre o futuro, sobre elas próprias — do que pela aparência de quem acha que já tem tudo resolvido. A vulnerabilidade, quando bem expressa, costuma criar confiança mais depressa do que a simples autoconfiança alguma vez conseguiria.

6. A solteirice não é uma sala de espera

Talvez a mais importante: muitas mulheres cristãs dizem que gostariam que os homens compreendessem que elas não estão por aí à espera de serem “completadas” por uma relação. A solteirice não é um problema a resolver — é simplesmente uma fase, com o seu próprio propósito e a sua própria plenitude. Namorar bem começa a partir dessa sensação de plenitude de ambos os lados, e não da ideia de que uma pessoa está a salvar a outra da solidão.

Uma nota sobre tudo isto

Nada do que foi dito acima é universal — cada mulher é diferente, e generalizar demais corre o risco de reduzir pessoas reais a um estereótipo. Mas estes temas surgem com tanta frequência nas conversas da comunidade cristã de namoro que vale a pena mencioná-los. Esperemos que, ao mencioná-los, fique um pouco mais fácil para ambos os lados comunicarem o que realmente querem dizer.


Perguntas frequentes

O que é que as mulheres cristãs mais querem dos homens quando namoram? O que se vê mais frequentemente: honestidade, comunicação clara e uma fé que se reflete na vida do dia a dia, em vez de ser apenas algo que se diz. As mulheres cristãs afirmam sempre que valorizam mais a consistência e o cumprimento das promessas do que os grandes gestos.

É verdade que as mulheres cristãs só querem ser cortejadas? Não é assim para toda a gente. Embora algumas apreciem a dinâmica tradicional de conquista, muitas mulheres cristãs dizem que querem esforço e iniciativa mútuos de ambas as partes, em vez de uma dinâmica unidirecional.

Como é que os homens cristãos podem comunicar melhor quando estão a namorar? Ser direto quanto ao interesse (ou à falta dele), definir limites logo no início em vez de partir do princípio de que serão compreendidos e ser honesto quanto às incertezas, em vez de fingir confiança, são coisas que, em geral, ajudam a criar confiança mais depressa.

Querer estabelecer limites significa falta de confiança? Não — muitas mulheres consideram as conversas sobre limites um sinal de respeito, e não de desconfiança. Estar disposto a falar sobre isso abertamente costuma ser um sinal de maturidade emocional, e não de distância.


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