Este post do blog fala sobre o que significa estar em um relacionamento cristão desigual. Deve namorar alguém que você acha que é menos maduro espiritualmente do que você?
TL;DR: O resumo
Namorar como cristão às vezes pode parecer como navegar em águas desconhecidas. Além da atração física e da conexão emocional, há uma terceira dimensão que é muito importante: a compatibilidade espiritual. Se você já se perguntou:, “Tá tudo bem namorar alguém menos maduro espiritualmente?”—tu não estás sozinho. É uma questão com a qual muitos solteiros cristãos se debatem, e vale a pena explorar com compaixão, sabedoria e graça.
Antes de mergulharmos nos detalhes, vamos esclarecer uma coisa: maturidade espiritual não é o mesmo que perfeição espiritual. Ninguém — além de Jesus — tem todas as respostas quando se trata de fé. Todos nós estamos a crescer, a tropeçar e a levantar-nos novamente. Portanto, a questão não é encontrar alguém que seja espiritualmente perfeito (spoiler: isso não existe!). Trata-se de entender como a maturidade espiritual — ou a falta dela — pode afetar um relacionamento. Aqui está o que deve ser considerado:
- O crescimento espiritual é uma jornada, não uma corrida
- Desigualmente unidos: o que isso realmente significa?
- O poder da influência
- A graça e a paciência levam-nos longe
- Mantém Deus no centro
Introdução
Imagina só: conheces alguém incrível. A pessoa é simpática, divertida e a química entre vocês é inegável. Mas, à medida que as conversas ficam mais profundas, começas a perceber uma coisa: vocês não estão na mesma página espiritualmente. O que fazes? Segues em frente ou recuas, a pensar se essa diferença vai virar um abismo que vai separar vocês?
Infelizmente, o espírito da religião ainda prevalece na igreja hoje em dia. Muitas vezes julgamos as pessoas que não parecem “cristãs”. Mas o que isso significa? Você rejeita um homem só porque ele tem tatuagens? Certa vez, vi uma pergunta de uma mulher num grupo de solteiros que também tem tatuagens. Ela perguntou aos homens:, “Isso vai afastar-te, mesmo que eu ame Jesus?” Damos tanta importância à aparência que acabamos por não fazer o que Deus faz: olhar para o coração.
Mesmo que vocês dois tenham se convertido em momentos diferentes da vida, a questão não deveria ser:, “Quem é mais espiritual?” mas sim, “Tem alguma fruta a ser mostrada aqui?”
O crescimento espiritual é uma jornada, não uma corrida
Nos encontros cristãos, é importante lembrar que não há duas pessoas que desenvolvam a sua fé ao mesmo ritmo. Podes ter caminhado com Cristo durante anos, enquanto outra pessoa está apenas a começar a sua jornada. Isso não significa automaticamente que ela seja “inferior” ou que um relacionamento não possa funcionar.
A empatia é fundamental. A vontade de uma pessoa de crescer na sua relação com Deus pode ser mais importante do que o seu nível atual de maturidade. Pergunte a si mesmo: ela está aberta a aprofundar a sua fé? Ela tem curiosidade sobre Deus? Se sim, a sua imaturidade espiritual pode não ser um impedimento — pode ser uma oportunidade para vocês dois crescerem juntos.
A minha experiência
Cresci na igreja e aceitei Cristo aos sete anos, em 1997. Redediquei a minha vida a Ele aos dezasseis, em 2006. Já li a Bíblia pelo menos três vezes e, agora, estou a lê-la pela quarta vez. Embora tenha caminhado com Deus desde a infância, ainda estou a aprender e a crescer na minha fé.
O meu marido também cresceu na igreja, mas só entregou a vida a Deus de verdade em 2015, aos trinta anos. À primeira vista, pode parecer que não somos espiritualmente compatíveis, já que conheço Jesus há 28 anos, enquanto ele só começou a andar com o Senhor a sério nos últimos 10. Mas tu ficarias surpreso com a sabedoria espiritual que sai da boca do meu marido.
A sabedoria de Deus vem quando a gente O procura. Uma pessoa pode buscar a Deus de todo o coração e ter uma visão profunda, mesmo que tenha se convertido há pouco tempo. Megan Ashley, apresentadora do podcast Na totalidade, só está a caminhar seriamente com o Senhor há cerca de dois anos. No entanto, devido ao seu coração sincero, Deus confiou-lhe uma plataforma para encorajar outros crentes. Ela até co-apresentou uma grande conferência chamada Atos 242. Quando perguntaram a ela no evento há quanto tempo ela estava a caminhar com o Senhor, ela respondeu: “Há cerca de um ano”.”
A jornada de cada um é diferente. Uma pessoa pode passar a vida inteira na igreja e não dar frutos, enquanto outra pode entrar na fé e começar a dar frutos imediatamente. Qual é a diferença? A condição do coração — o solo. Na parábola do semeador, Jesus descreve vários tipos de solo que representam diferentes condições do coração. Devemos nos esforçar para ter um solo bom: um coração sensível que recebe a palavra de Deus e a aplica à nossa vida.
Desigualmente unidos: o que isso realmente significa?
Muitos cristãos citam 2 Coríntios 6:14, que avisa os crentes para não se unirem “unequally yoked” com os que não acreditam. Embora esse seja um princípio bíblico super importante, vamos deixar claro o contexto: não se trata só de diferentes níveis de maturidade espiritual, mas de crenças bem diferentes.
Namorar alguém que não tem a mesma fé que tu ou que não se importa em agradar a Deus pode causar tensão e comprometer o relacionamento. Se os valores do teu parceiro estão ligados a coisas que o afastam de Deus, talvez seja hora de repensar as coisas. Um relacionamento funciona melhor quando os dois parceiros estão a caminhar em direção ao mesmo objetivo final: glorificar a Deus.
É por isso que é tão importante não ter pressa nos encontros — para que possas ver claramente se essa pessoa está realmente a caminhar com o Senhor. Qualquer um pode colocar um versículo da Bíblia na biografia do Instagram ou citar as Escrituras numa publicação do Facebook. Mas o que é que a vida deles realmente mostra?
Procura frutas
Eles podem dizer que amam Jesus, mas depois mudam de ideia e dizem que não se importam com sexo antes do casamento. Podem ir à igreja, chorar durante o culto e ter experiências incríveis — mas ainda assim ter uma atitude desagradável no trabalho e tratar mal os colegas. Qualquer um pode dizer que ama Deus com os lábios, mas a Bíblia diz que o que realmente importa é o que está no coração da pessoa.
É hora de olharmos além da aparência. Muitos solteiros cristãos ficam presos na atração física sem pensar no estado do coração da pessoa. Isso não quer dizer que a atração não seja importante — porque é. Muitos solteiros se preocupam: “E se Deus quiser que eu fique com alguém por quem não sinto atração?” Mas não é assim. Deus se importa com as tuas atrações. No entanto, como a Bíblia nos diz, a beleza é passageira. A aparência vai desaparecer com a idade, e tu não terás a mesma aparência aos 70 anos que tinhas aos 25.
Se ainda não o fez, torne-se um inspetor de frutos. O livro de Gálatas descreve claramente os frutos do Espírito. Essa pessoa está a esforçar-se para demonstrar amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, gentileza e autocontrolo? Ela fará isso perfeitamente? Não. Mas não se trata de perfeição. Mesmo quando comete erros, ela se arrepende rapidamente e pede perdão a Deus — e a ti? Todos nós estamos a trabalhar para sermos mais parecidos com Jesus, e isso deve ser levado em consideração quando estiveres a namorar.
O poder da influência
Quer percebamos ou não, as pessoas com quem namoramos têm uma grande influência em nós. Provérbios 27:17 lembra-nos que “o ferro afia o ferro”. Em Namoro cristão, o teu parceiro deve incentivar o teu crescimento espiritual, não atrapalhá-lo.
Pergunte a si mesmo: essa pessoa te inspira a se aproximar mais de Cristo? Ela realmente tenta entender a sua fé? Ou você acaba a comprometer os seus valores e convicções só para manter a paz? Um parceiro espiritualmente imaturo que não mostra interesse em crescer pode levar à estagnação — ou pior, ao retrocesso.
Esse ponto chama a minha atenção porque muitos solteiros cristãos costumam perguntar: “Como posso saber se essa é a pessoa que Deus reservou para mim?” Uma das minhas citações favoritas do pastor Jerry Flowers aborda isso diretamente: “Por que Deus enviaria alguém que só o afasta ainda mais Dele?” É um lembrete poderoso. Mesmo que alguém se identifique como cristão, se a influência dessa pessoa o afasta do seu relacionamento com o Senhor, ela não é a pessoa certa para si. Não precisas de orar por confirmação ou esperar por um sinal — se essa pessoa está a afastar-te de Cristo, essa não é a vontade Dele para ti.
Namoro missionário
No outro extremo do espectro, alguns solteiros cristãos consideram seriamente namorar pessoas de outras religiões, como o Islão, e pensam: “Será que Deus pode usar-me para levá-los a Jesus?” Mas Deus não nos chamou para um “encontro missionário”. Não se deve procurar um relacionamento romântico com alguém que não está a caminhar para o Senhor. Pode-se, claro, orar e interceder por essa pessoa, mas à distância. O envolvimento romântico não é o método que Deus nos deu para evangelizar.
Mesmo quando namoras com outros cristãos, deve haver evidência de crescimento entre vocês dois. Tens crescido na tua caminhada com o Senhor desde que o relacionamento começou? Eles corrigem-te com amor quando te veem a escorregar ou a comprometer-te? Estás disposto a receber essa correção? Isso requer humildade, especialmente porque o teu parceiro também tem falhas — mas Deus pode usá-lo para ajudar a realinhar os teus passos.
Isso fica ainda mais importante no casamento, onde o teu cônjuge vai ver todos os teus lados. No meu curto tempo de casada, já tive momentos em que Deus falou comigo através do meu marido — verdades difíceis que nem sempre eu queria ouvir, mas sabia que eram para o meu crescimento e benefício. O casamento não é só sobre partilhar feriados ou momentos românticos. É uma das maneiras que Deus vai continuar a moldar e amadurecer-te, mesmo quando é desconfortável.
A graça e a paciência levam-nos longe
É tentador encarar o namoro cristão com uma “lista de requisitos ideais” do que você procura. Mas os relacionamentos exigem graça e paciência. O crescimento em Cristo leva tempo, e se alguém está disposto a aprender e se desenvolver, pode valer a pena investir no relacionamento. Aqui está a nuance: graça não significa ignorar sinais de alerta. Se alguém é resistente a discussões sobre fé, menospreza as suas crenças espirituais ou não demonstra desejo de honrar a Deus nas suas ações, esses são sinais para prosseguir com cautela. Mas se essa pessoa for aberta, humilde e disposta a crescer, o seu relacionamento pode se tornar uma bela história de encorajamento mútuo e desenvolvimento espiritual.
Não deves ser o único a lutar pela pureza no teu relacionamento amoroso — eles também devem buscar isso contigo. Não deves ser o único a querer aprofundar a tua caminhada com o Senhor — eles também devem desejar isso. Pode não parecer igual para vocês dois, mas isso não quer dizer que Deus não esteja a trabalhar na vida deles.
A minha história
O meu marido e eu somos completamente diferentes quando se trata da nossa relação pessoal com o Senhor. Eu falo com Deus sobre as pequenas coisas e envolvo-O ao longo do meu dia. Isso era um conceito novo para o meu marido, mas ele tem aprendido comigo e percebido que pode falar com Deus sobre tudo e qualquer coisa. Ambos crescemos em culturas cristãs onde a vulnerabilidade era frequentemente confundida com fraqueza — como se partilhar as nossas dificuldades significasse que não éramos “fortes o suficiente na nossa fé”. Eu conto tudo a Deus, mesmo as coisas de que me envergonho. Isso não foi algo que me ensinaram; é algo que aprendi através da minha própria caminhada com o Senhor. Ao ser sincera e vulnerável, experimentei a cura e a presença de Deus de maneiras poderosas.
Se estás à espera que a pessoa com quem estás a namorar seja exatamente como tu na sua caminhada com o Senhor, estás a preparar-te para uma decepção. Ninguém quer casar com um clone de si mesmo. Na verdade, as diferenças entre vocês podem ser exatamente o que Deus usa para fortalecer ambos. Uma pessoa pode ser mais empática, a outra mais lógica. Nenhuma é superior — ambas são necessárias e valiosas para Deus.
Mesmo no casamento, você vai ver as fraquezas espirituais do seu cônjuge à medida que ele cresce. O seu papel é interceder por ele e encorajá-lo. A mesma graça que você quer que Deus lhe conceda também deve ser concedida à pessoa com quem você está namorando — e, eventualmente, àquela com quem você se casar.
Mantém Deus no centro
No fim das contas, a base de qualquer relacionamento cristão deve ser Cristo. Quando Deus está no centro, as diferenças na maturidade espiritual podem ser superadas com sabedoria e amor. Ore por discernimento. Busque conselhos piedosos. E, o mais importante, confie que Deus sabe o que é melhor para si.
Namorar alguém que é menos maduro espiritualmente não precisa ser uma questão de preto no branco. Com oração, comunicação honesta e um compromisso mútuo de crescer, o teu relacionamento pode florescer. No entanto, se a falta de maturidade espiritual dessa pessoa começar a afastar-te de Deus e do Seu propósito para a tua vida, é aceitável — e sensato — dar um passo atrás.
Namoro por potencial
É aqui que muitos solteiros cristãos cometem um erro comum: acreditar que “posso ajudá-los a mudar”. Embora a tua influência possa ser significativa, a verdadeira mudança no coração só vem de Deus. Não podes salvá-los. Não importa o quanto os ames e cuides deles, eles precisam querer um relacionamento com Deus por si mesmos.
Namorar é algo super pessoal, e a maturidade espiritual é só uma parte da equação. Como cristão solteiro, o teu objetivo deve ser honrar a Deus no teu relacionamento, não importa onde o teu parceiro esteja na sua jornada espiritual. Lembra-te de que o crescimento espiritual é uma viagem para a vida toda, e ninguém chegou ao fim. Sê compassivo, sê perspicaz e, acima de tudo, sê devoto. Confia que Deus vai te guiar enquanto tu lidas com as complexidades do namoro cristão.
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